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Chris Cornell: Por que eu amo Piper at the Gates of Dawn, do Pink Floyd

Chris Cornell: Por que eu amo Piper at the Gates of Dawn, do Pink Floyd

Vocalista do Soundgarden relembra quando descobriu estreia do Pink Floyd na coleção de discos de seu locatário

Hiro Yamamoto, o baixista original do Soundgarden, e eu morávamos juntos. Um dia, examinei a coleção de discos do dono da casa. Eu já conhecia o Pink Floyd, mas nunca tinha visto The Piper at the Gates of Dawn antes. A arte do LP era tão incomum.

 

Coloquei para tocar e soou um pouco como eles costumavam soar – eles faziam uma música sombria; o tipo de disco que pessoas que fumavam maconha demais ouviam – mas este era diferente. Quase poderia ter sido um disco de rock indie britânico daquela época – devia ser meado dos anos 1980.

 

Contém algumas das canções mais conhecidas do Pink Floyd, incluindo Astronomy Domine e Interstellar Overdrive, e todas as suas músicas são fantásticas. Ele se conecta comigo de uma forma que simplesmente não consigo descrever, criando um ambiente muito especial que nenhum outro disco pode alcançar. É mais capaz de remover você de onde quer que esteja quando você o ouve do que qualquer outro disco que eu conheça.

 

Também sou um grande fã do álbum seguinte da banda, A Saucerful of Secrets, mas por motivos diferentes. Syd Barrett escreveu apenas uma música para esse, Jugband Blues. Mas, exceto por Take Up Thy Stethoscope and Walk, de Roger Waters, e o instrumental Interstellar Overdrive, The Piper at the Gates of Dawn foi atribuído principalmente a Syd. Gosto mais desses dois álbuns do que dos que o Pink Floyd fez sem Syd, como uma banda de rock de arena. Acho que eu tinha medo demais de multidões.

Chris Cornell se apresentando com o Soundgarden (cerca de 1989)

 

Mesmo quando adolescente, eu me lembro quando The Dark Side of the Moon foi lançado em 1973. Nos Estados Unidos, o Pink Floyd foi realmente esfregado na sua cara naquela época. Eu conhecia todas as músicas, embora não tivesse o disco.

 

Para mim, a alegria com o Pink Floyd foi voltar atrás e descobrir o que eles fizeram antes. E o importante sobre The Piper at the Gates of Dawn era a estranha justaposição na música – às vezes extravagante e pastoril, mas simultaneamente desesperada e triste. Acho que nunca encontrei outro disco em que esse tipo de dicotomia funcionasse tão bem. Com Syd Barrett, isso nunca parecia uma invenção.

 

Depois de descobrir o álbum naquele dia em Seattle, eu o comprei várias vezes. A prensagem original tinha See Emily Play, mas a americana não. Uma das edições trazia na capa essa fotografia da silhueta com as cabeças e braços da banda. Acabei pintando isso nas costas da minha jaqueta de motociclista. A imagem me lembrava muito bem como o disco me fazia sentir.

 

Chris Cornell deu esse depoimento a Dave Ling
Publicado originalmente na edição 109 da revista “Classic Rock” (agosto de 2007)
Republicado por Louder Sound

Tradução: Bloco do Pink Floyd.


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