Roger Waters
Roger Waters comenta ‘The Dark Side of the Moon’ faixa a faixa

Roger Waters comenta ‘The Dark Side of the Moon’ faixa a faixa

Ex-líder do Pink Floyd lança em outubro a versão ‘redux’ de um dos maiores álbuns da história do rock, que completa 50 anos em 2023

No mesmo ano em que Roger Waters completa oito décadas de vida, um dos discos mais icônicos do Pink Floyd, banda que montou com os guitarristas David Gilmour e Syd Barrett, o tecladista Richard Wright e o baterista Nick Mason na década de 1960, ‘The Dark Side of the Moon’ completa 50 anos. A celebração em torno do oitavo disco de estúdio da banda levou Waters a lançá-lo numa releitura versão ‘redux’.

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O álbum chega às plataformas na primeira semana de outubro. Em entrevista exclusiva ao GLOBO (também disponível, em inglês, no site oficial de Roger Waters), o compositor comenta faixa a faixa do disco e relembra o lançamento do trabalho original há 50 anos.


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Entrevista ao Brasil

Assim como a fonte primária do jornal brasileiro, resolvemos separar o corpo principal da entrevista (leia aqui) do trecho em que Waters faz breves comentários sobre todas as músicas (leia abaixo).

 

Quais as melhores lembranças de “DSOTM”?

Posso te contar faixa a faixa?

Claro!

 

“Speak to Me”

É a batida do coração, a vida.

“Breathe”

A busca do amor, e, no verso “corra, coelho, corra”, do dinheiro, de enriquecer.

“On the Run”

É a oposição entre bem e mal.

“Time”

O tempo que, inevitavelmente, nos escapa. Ainda que, um dia, nos encontre. Mas não se iluda, este encontro será sempre depois do “tempo ideal”, pois nós, e não ele, estamos sempre atrasados.

“The Great Gig in the Sky”

O paraíso e o inferno, o medo da morte.

“Money”

Os perigos do pacto faustiano, vender a alma por dinheiro.

“Us and Them”

Grita que há apenas uma raça, a humana, somos originalmente africanos e parentes uns dos outros.

“Any Colour You Like”

O universal fardo das escolhas. Somos bombardeados com opções: qual a próxima nota da música? E a cor da bandeira que ergueremos? Azul? Vermelha? Preta? Do arco-íris? Você decide.

“Brain Damage”

É o ar tóxico, parar de sentir o perfume das rosas e cair no “lado escuro”. Foi a primeira música que escrevi para o disco, é o núcleo de DSOTM: “Vejo você no lado escuro da lua”.

“Eclipse”

Foi a última, incluída no fim de um show em Bristol, na Inglaterra, em 1972, quando avisei à banda: “Pessoal, escrevi o fim!” Ela resume a ideia original: “Aqui está tudo que você toca, mas o Sol é eclipsado pela Lua”. A vida é um quebra-cabeças, da respiração ao eclipse. E as escolhas que você faz são só suas. Ah, me ocorreu outra lembrança que me emociona…

Qual?

As vozes adicionais que gravamos para o disco. Entrevistamos um monte de gente, registrando só as respostas. Colocamos um microfone no estúdio, na frente de uma mesa, e uma pilha de cartões brancos com uma pergunta no verso. Elas começavam inócuas, como “Qual sua cor favorita?”, até chegar, de forma aleatória, a “Você tem medo de morrer?”. Um de meus entrevistados favoritos foi Jerry, o porteiro de Abbey Road, onde gravamos: “Tasca que jamais terei medo de morrer!”, me disse. Outro foi o já falecido (guitarrista) Henry McCullough, que gravava no estúdio ao lado com Paul McCartney e os Wings. Para ele, apareceram duas perguntas consecutivas: “Quando você foi violento mais recentemente?” e “Você estava certo?”. E ele: “Ontem à noite” e “Não sei, tava muito bêbado”. Que lembrança preciosa! Descanse em paz, Henry.

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