Hoje na História do Pink Floyd
21 de Março na História do Pink Floyd

21 de Março na História do Pink Floyd

1967

Pink Floyd trabalha em “Pow R. Toc H.” nos Estúdios EMI enquanto os Beatles gravavam na sala ao lado. Norman Smith, que estava produzindo “The Piper at the Gates of Dawn”, havia sido engenheiro de som 📙 dos Beatles do primeiro teste da banda (junho de 1962) até o fim dos registros do álbum “Rubber Soul” (novembro de 1965). Muito educadamente, ele perguntou a George Martin se “seus novos meninos” poderiam aparecer para vê-los. O produtor 📙 dos Beatles sorriu, indicando uma negativa. Norman disse que talvez devesse pedir pessoalmente a John Lennon, como um favor. Martin disse que não, isso não funcionaria, mas, se por acaso, ele e seus rapazes aparecessem por volta das 23h, poderia ver o que conseguiria. Foi exatamente isso que Smith fez. Nick Mason relatou que eles foram “levados ao estúdio 2, onde os ‘Fab Four’ estavam ocupados gravando ‘Lovely Rita’. A música soava maravilhosa e incrivelmente profissional. Eles eram figuras divinas para nós. É difícil explicar como conseguimos permanecer confiantes, considerando nossa inexperiência e falta de conhecimento técnico. Houve pouca ou nenhuma interação com os Beatles. Sentamo-nos de forma humilde e discreta no fundo da sala de controle enquanto eles trabalhavam na mixagem e após um conveniente (e embaraçoso) período de tempo, fomos levados para fora do estúdio novamente”. Outro relato desse encontro é de Roger Waters, declarado fã de John Lennon: “Só o encontrei um vez, para meu grande pesar. Ele estava um pouco ácido. Ele era bastante arrogante – eu também!” Não é possível saber se Waters usou a palavra “ácido” (“acerbic” no original em inglês, que também pode ser traduzido como “azedo”) com duplo sentido, inclusive porque não é fácil encontrar documentos que relacionem que outra história famosa também aconteceu neste mesmo dia: quando John Lennon tomou acidentalmente no estúdio LSD (sigla em alemão para a substância alucinógena “dietilamida do ácido lisérgico”, mas conhecida simplesmente por “ácido”). Difícil de ser encontrado ainda (se é que é possível de ser sabido) é se no momento do encontro entre as duas bandas o incidente já tinha acontecido (apesar da “história química” ser bem relatada pelos presentes). Prevendo uma madrugada longa de gravações, Lennon abriu sua “caixinha de pílulas” para tomar uma anfetamina (um estimulante), e se enganou. Sabe-se bem que o LSD, em certas ocasiões, causa no usuário sintomas muito desagradáveis, situação conhecida como “bad trip” (“viagem ruim”), que pegou Lennon naquele dia. Como a ingestão daquela droga havia sido involuntária, ele não a relacionou com os males que começou a sentir e informou a George Martin que não conseguiria trabalhar porque estava passando mal. Como sempre havia fãs na entrada do estúdio, o produtor o levou ao terraço do imóvel para “tomar um ar fresco”. George Harrison e Paul McCartney, sabendo que John estava “viajando” correram para segurá-lo temendo que alguma alucinação o fizesse se jogar. Com a sessão encerrada precocemente, Lennon sem carro e não querendo seguir para sua casa naquela situação (pode demorar uma quantidade considerável de horas para o efeito passar), foi levado para a residência de Paul (que fica a uns 10 minutos de caminhada de Abbey Road), que decidiu tomar LSD pela segunda vez quando pensou: “Talvez seja hora de eu viajar com ele. Era minha primeira viagem com John – ou com qualquer um dos outros caras do conjunto. Ficamos acordados a noite toda, sem fazer nada, e alucinamos um bocado.” (E, não, não existe nenhuma relação entre a relatada sessão e a psicodélicaLucy in the Sky with Diamonds”, do mesmo disco, que, aliás, foi gravada antes deste dia). Há quem diga que os efeitos de percussão vocal que Syd Barrett usa na introdução de “Pow R. Toc H.” foram inspirados em “Lovely Rita”, mas, além do recurso estar longe de ser exclusividade dessas duas canções, isso não pode passar do nível especulatório. Compare:

Lovely Rita (com vocais de fundo destacados do principal):

Pow R. Toc H. (introdução com Syd fazendo percussão com a boca):

1968

O Pink Floyd grava nos Estúdios EMIIt Would Be So Nice”, composição do tecladista Rick Wright. A faixa foi lançada no Reino Unido dois meses depois como lado A 📙 do quarto single 📙 da banda (“Julia Dream” no lado B 📙) e é a primeira música do Pink Floyd a ser comercializada com David Gilmour no lugar de Syd Barrett. Ainda nas tentativas de preencher o enorme vácuo criativo deixado pela saída do compositor mais prolífico, a canção recebeu pouquíssima atenção e nem conseguiu entrar nas paradas de sucesso britânicas. Analisando em retrospectiva, houveram pesadas críticas de Nick Mason (“Esse disco foi horrível pra caralho, não foi?”) e de Roger Waters (“Não gosto de ‘It Would Be So Nice’. Eu não gosto da música ou do jeito que ela é cantada.”).

Na capa do disco em alguns países foram usadas fotos “antigas” da banda, ainda com Barrett, como esse da Suécia
“It Would Be So Niceao vivo em Roma apareceu incompleta em um documentário de 1968

1969

Show do Pink Floyd no evento “Arts Ball”, na cidade inglesa de Blackpool.

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1970

Pink Floyd apresenta show de sua (informalmente hoje conhecida como) “Atom Heart Mother Tour” em Copenhague, na Dinamarca, no “Tivolis Koncertsal”.

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1973

Show da turnê “The Dark Side of the Moon” que aconteceria no “Charlotte Park Center” (EUA) é transferido para dois dias depois.

1983

É lançado “The Final Cut“, 12º álbum de estúdio do Pink Floyd. Inclui material não utilizado no disco anterior, “The Wall” (1979), ao lado de novas composições feitas ao longo de 1982. Foi o último a apresentar Roger Waters (que saiu da banda em 1985) e é o único a não ter o tecladista Rick Wright (demitido em 1979, contratado como músico de apoio entre 1980-81 e 1986-87 e reapresentado como integrante novamente a partir de 1988). A gravação foi atormentada por conflitos: o guitarrista David Gilmour sentiu que muitas das faixas não eram dignas de inclusão, mas Waters o acusou de não ter colaborado na composição de novas canções. As contribuições do baterista Nick Mason limitaram-se principalmente a efeitos de som. Roger Waters planejou o álbum como trilha sonora para a adaptação cinematográfica de 1982 de “The Wall“, mas com o início da Guerra das Malvinas, entre Argentina e Inglaterra, ele o reescreveu como um álbum conceitual explorando o que ele considerava uma traição de seu pai, que morreu servindo seu país na Segunda Guerra Mundial. Roger gravou os vocais principais para todas as faixas, exceto uma (“Not Now John“, com ele e Gilmour cantando em trechos diferentes), e é creditado por todas as composições e até pela capa. O álbum foi acompanhado por um curta-metragem lançado no mesmo ano. “The Final Cut” recebeu críticas mistas, embora a recepção retrospectiva tenha sido mais favorável. Porém, foi um sucesso comercial, alcançando o 1º lugar no Reino Unido e o nos Estados Unidos.

1985

Show no “Memorial Auditorium” (Buffalo, Nova York, EUA) da turnê “The Pros and Cons of Hitchhiking”, de Roger Waters. “Welcome to the Machine” volta a ser usada como abertura.

Propaganda de TV deste show com curioso efeito bem “anos 80” na narração

1994

Pink Floyd organiza uma recepção de imprensa para anunciar o lançamento, dentro de uma semana, de seu novo álbum de estúdio, “The Division Bell”. Assim como tinha acontecido nos Estados Unidos no 10 de janeiro anterior, foi utilizado um dirigível personalizado, que levou os jornalistas para sobrevoar Londres. Desta vez foi empregado um modelo diferente, pintado para parecer um peixe. Como era translúcido e iluminado internamente, brilhava no céu noturno. A aeronave também voou no norte da Europa para divulgar o disco e sua consequente turnê.

Dirigível iluminado internamente à noite

2011

Após 56 shows no ano anterior pela América do Norte, Roger Waters estreia neste dia a segunda etapa da sua “The Wall Live”, que contaria com 64 shows pela Europa (a região ainda receberia mais 27 shows na quinta e última perna da turnê dois anos depois). Lisboa (Portugal) foi a primeira cidade a abrigar o espetáculo, com dois shows (neste e no dia seguinte) no “Pavilhão Atlântico”.

Ingresso

2013

The Dark Side of the Moon” é selecionado pela Biblioteca do Congresso Americano para integrar o “Registro Nacional de Gravações”. A cada ano, são incluídos 25 documentos sonoros que “são cultural, histórica ou esteticamente significativas e/ou informam ou refletem a vida nos Estados Unidos“. A triagem é feita pela consideração de opiniões de especialistas pelo “Conselho Nacional de Preservação de Gravações”, composto por acadêmicos, historiadores e figuras da indústria musical. O público também é incentivado a enviar sugestões e, neste ano, a gravação que recebeu o maior número de indicações da sociedade foi o álbum do Pink Floyd, “um exemplo de produção brilhante e inovadora a serviço da música”, segundo a Biblioteca. Quando possível, é arquivado e protegido o registro original do som, mas no caso de gravações comerciais (cujas fitas máster 📙 pertencem a uma empresa), a opção é pelo registro mais antigo, já que são comuns novas versões em mídias que surgem e remixagens 📙. Justificando que “lançamentos subsequentes são uma espécie de trabalhos derivados”, Eugene Deanna, chefe da seção de sons gravados da Biblioteca, informou que, no caso de “Dark Side”, seria preservada uma cópia digital do LP original em estéreo 📙 de 1973.

2019

Show da Nick Mason’s Saucerful of Secrets no “Paramount Theatre”, em Denver (EUA).

2023

Show da “This Is Not a Drill”, a “primeira turnê de despedida” de Roger Waters, no “Palau Sant Jordi”, em Barcelona (Espanha).



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